Cânion Guartelá

18/10/2018 Destinos e roteiros34

Situado entre as cidades de Castro e Tibagi, nos Campos Gerais, o Cânion Guartelá impressiona pela sua extensão: são 30km de garganta. Por isso é considerado o maior cânion do Brasil e o 6º maior do mundo. Aliás, ele é o único que possui vegetação nativa. Cortado pelo rio Iapó, ele é povoado pela flora típica da Mata Atlântica, mas também conta com as tradicionais araucárias.

Espécies como o lobo-guará, a jaguatirica, o veado, o gavião-pombo e a capivara, por exemplo, podem ser encontradas na área do parque. Existem na região atrações como a Cachoeira da Ponte de Pedra, com cerca de 180 metros de altura. O Córrego Pedregulho também é popular por suas cascatas e banheiras naturais.

Origem do nome Guartelá

Existem muitas versões para a origem do nome Guartelá. A mais famosa é aquela onde um morador da região, sabendo de um ataque de índios Kaingangues, mandou avisar seu vizinho e compadre. Depois de dar as informações sobre as manobras dos bugres ele terminou com a advertência: “Guarda-te lá, que eu aqui bem fico”. Assim a região ficou conhecida como Guartelá.

Como chegar

Para chegar ao Parque Estadual do Guartelá, que protege o entorno do cânion, é preciso pegar a BR-376 até Ponta Grossa, seguindo pela PR-151 até Castro. O trecho final é feito pela BR-340. Para chegar por Tibagi, por exemplo, é preciso atravessar Ponta Grossa e seguir pela BR-376 até Alto do Amparo. Depois é só seguir pela BR-153. A partir da PR-340, é possível chegar à maioria dos locais de interesse da região. Algumas cachoeiras, como o Salto Santa Rosa e o Puxa-Nervos, por exemplo, são acessíveis apenas por estradas de terra.

O que visitar no Cânion Guartelá

A trilha pelo Parque Estadual do Guartelá parece coisa de cinema, de tão bonita. Aliás, lá encontram-se, além de cânions e cachoeiras, patrimônio espeleológico e pré-histórico. As pinturas rupestres, as fontes e nascentes e as diversas espécies de fauna e flora nativas, por exemplo, são as principais atrações da região.

Salto Santa Rosa

Com 63 metros, a queda mais famosa da cidade forma uma piscina natural proibida para banhos. O jeito é sentar-se nas pedras e apreciar a vista. Até a queda, percorre-se uma trilha sossegada em meio à mata. Lá, tem uma trilha de cordas para a parte alta da cachoeira, por onde se sobe para fazer cascading. Lá em cima, o Rio Santa Rosa forma outras pequenas quedas. O acesso é por estrada de 18 km, parte deles de cascalho, que fica ruim em dias chuvosos.

Salto da Cotia

Extensão do passeio à Fenda do Nick, que fica fora do Parque Estadual. O Salto da Cotia mede cerca de 50 metros e tem prainha de água rasa, mas gelada. Dá para praticar cascading – a descida pela cachoeira por meio de cordas, parecido com o rapel.

Salto Puxa-Nervos

O nome não é à toa, não. A água gelada da queda de 50 metros realmente parece puxar nossos nervos! Mas a força da água debaixo da cachoeira também faz doer os ossos. O lugar é perfeito para a prática de cascading.

O acesso é o mesmo do Salto Santa Rosa – há uma bifurcação na estrada. A chegada é numa fazenda com restaurante de comida caseira e cheio de animais à solta. Até a cachoeira, caminha-se mais 600 metros em uma trilha com pontes de madeira.

Morro da comuna

A 1.010 metros de altitude, o morro vive colorido por causa das asas de parapente. O acesso é por estrada de terra de 8km a partir do centro de Tibagi.

Rafting no rio Tibagi

Descida bem mais tranquila do que o afluente Iapó (cujo famosos rafting só é operado em determinada época do ano e com pessoas muito experientes). Pode ser feita a partir dos 7 anos e por iniciantes. Em uma hora e meia de descida em 5km de rio, passa-se por sete corredeiras. Entre elas, seis são de nível II e uma é de nível III. Há um trecho onde o participante pode descer o rio flutuando. Em noites de lua cheia, rola rafting noturno nesse trecho.

E aí, bora conhecer o Cânion Guartelá?

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