Rede de trilhas de longo curso é lançada no Brasil

05/12/2018 Destinos e roteiros21

A Rede Nacional de trilhas de Longo Curso e Conectividade foi criada no dia 19/10, pelos ministérios do Turismo e Meio Ambiente. Quatro grandes corredores vão ligar paisagens naturais do país. A meta é chegar a 18 mil km interligando unidades de conservação, paisagens e ecossistemas naturais. A criação também visa reconhecer e proteger rotas pedestres de interesse natural, histórico e cultural. Além disso, pretende sensibilizar a sociedade para a importância do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc).

Até agora, 1,9 mil km estão prontos e a estruturação dos outros quilômetros deve acontecer em 20 anos. Aliás, a expectativa é de que a rede movimente 2 milhões de pessoas por ano.

“O ecoturismo representa uma das maiores oportunidades que temos de nos posicionar no cenário internacional para atrair turistas e divisas para o país. Diversos países, como os Estados Unidos, servem de exemplo de como usar de forma sustentável os atrativos naturais para movimentar a economia.”, afirma o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. De acordo com o estudo de competitividade do Fórum Econômico Mundial, o Brasil é o número um do mundo em atrativos naturais.

A portaria foi assinada durante a 19ª edição da Adventure Sports Fair que foi de 19 a 21 de outubro. Mas o anúncio da criação do Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso foi anunciado já há um ano.

Circuitos

Os circuitos são:

  • Litorâneo – do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS);
  • Caminhos Coloniais – Do Rio de Janeiro até Goiás Velho (GO);
  • Caminhos Goyases, entre Goiás Velho e a Chapada dos Veadeiros (GO);
  • Caminhos do Peabiru, ligando o Parque Nacional do Iguaçu (PR) ao litoral paranaense.
  • Entre as trilhas já sinalizadas, estão:
  • Caminho da Serra do Mar (RJ)
  • Transcarioca (RJ)
  • Transespinhaço (MG)
  • Rota Darwin (RJ-PE) e o Caminho das Araucárias (RS/SC) – que integram o corredor litorâneo
  • Caminho de Cora Coralina (GO) e o Caminho da Floresta Nacional de Brasília,  que fazem parte do Caminho dos Goyases
  • Trilha Chico Mendes (AC)
  • Transmantiqueira (RJ, MG e SP), que estão sendo percorridas pelos primeiros grupos de aventureiros e exploradores.

Economia

As trilhas servem de opção de esporte na natureza. Além disso, também ligam unidades de conservação federais, estaduais e municipais, contribuindo para o fluxo da fauna. A Rede Nacional de Trilhas de longo Curso também pode ajudar a economia das cidades localizadas ao longo dos percursos.

“Os moradores das cidades próximas das trilhas poderão explorar serviços de hospedagem, camping, guias alimentação, entre outros, incrementando as atividades econômicas regionais. Isso sem falar na venda de equipamentos, como mochilas, tênis e outros materiais usados na caminhadas”, garante o coordenador de Uso Público do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Pedro Menezes.

Experiência

O Sistema Brasileiro de trilhas de longo curso foi inspirado nas experiências internacionais. Em especial no sistema europeu, por exemplo. É formado por grandes trilhas nacionais compostas por trilhas regionais menores, onde uma acaba, outra começa. Assim, cada uma pode ser percorrida em espaços de tempo variados, encaixando-se em diferentes períodos de férias. Seja uma semana, duas semanas ou até um mês.

“Isso permite ao ecoturista voltar para casa com a sensação de ter atingido o objetivo de completar a totalidade de uma trilha”, comenta Menezes.

O coordenador cita, como exemplos, a Trilha Transmantiqueira (MG, RJ e SP) e o Caminho das Araucárias, entre Canela (RS) e o Parque Nacional de São Joaquim (SC). Isso porque elas podem ser feitas em três semanas. Outros exemplos são a Trilha Transcarioca, no Rio de Janeiro, que leva 10 dias de caminhada. Trechos menores também podem ser citados. Por exemplo, os Caminhos da Serra do Mar ou as voltas da Juatinga e da Ilha Grande. Todos estes são de Rio de Janeiro, e levam 7 dias de caminhada.

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